quarta-feira, 9 de junho de 2010

Explosão populacional

Explosão populacional

Durante muitos séculos, a partir do início da era cristã, a população humana cresceu muito lentamente. A partir da metade da Idade Média, a população começou a crescer cada vez mais rápido, em virtude principalmente da maior produção de alimentos. Em 1750, a Terra tinha cerca de 1 bilhão de habitantes. Duzentos e cinqüenta anos depois, em 1900, a população humana atingiu 1,5 bilhão. Mas apenas cem anos após, em 2000, a populacão já tinha atingido a espantosa cifra de 6 bilhões de habitantes – aumentou quatro vezes em cem anos.

A partir de 1800, o mundo passou por um processo de industrialização, a Revolução Industrial, que ganhou grande ímpeto a partir do final da Segunda Guerra Mundial. A produção industrial nos anos 80 já era mais de sete vezes maior do que nos anos 50. A explosão populacional e a industrialização provocaram uma acelerada urbanização, que se iniciou nos países onde essa industrialização ocorreu. Em 1900, a população urbana do mundo era inferior a 1/3 da população rural, mas no ano 2000 já era maior que a população rural. Como conseqüência, a degradação do meio ambiente passou a produzir efeitos diretos e claramente identificáveis sobre as comunidades: dificuldades para servir água potável à população, poluição dos rios e lagos pelos esgotos demásticos e industriais, poluição do ar pelos sistemas de transportes movidos a combustíveis fósseis, pelas indústrias e pelo aquecimento das casas que usavam carvão no inverno, necessidade de remover e tratar o lixo produzido pela população.










Fonte

LEMOS, Haroldo Mattos. Explosão populacional. [S.l.:s.n.].

Sobre jardins


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E porque a respiração das flores é extremamente doce na atmosfera (em suspensão na qual ela flutua, ondulando como a harmonia da música), vê-se, portanto, que nada pode deleitar tanto como saber que são as flores e as plantas que melhor perfumam o ambiente. Rosas vermelhas e adamascadas são flores avaras do seu aroma; tanto assim, que podeis passear ao longo de toda uma alameda ladeada de roseiras, sem nada sentir da sua doçura, a menos que seja à hora do rocio matinal. Os loureiros, da mesma forma, não exalam perfume enquanto crescem; a emanarão do rosmarino é leve, o mesmo acontecendo com a manjerona doce. A flor que, mais do que todas as outras, exala no espaço o mais doce perfume é a violeta, especialmente a violeta branca dobrada, que floresce duas vezes por ano, por volta dos meados de abril e próximo ao dia de S. Bartolomeu, em agosto. Depois da violeta vem a rosa-almiscarada; em seguida o morangueiro, que deixa, ao morrer, um aroma cordial dos mais excelentes; e ainda a flor das vinhas que é uma leve poeira, como a poeira dum relvado, que parece depositar-se sobre os cachos ao primeiro desabrochar; depois, as roseiras bravas e também os goivos amarelos que são flores encantadoras para plantar sob a janela de uma sala de estar ou de um quarto térreo; e ainda os cravos e os goivos comuns, especialmente os rajados de rosa, e o cravo da índia; depois as flores da tília; e, enfim, a madressilva, cujo aroma muitas vezes é percebido muito ao longe. Das ervilhas de cheiro não falo, porque são flores campestres; mas aquelas que mais deliciosamente perfumam o ar, não se passarmos perto delas, como as que mencionamos, mas quando pisadas e esmagadas, são três, a saber: a pimpinela, o tomilho silvestre e a hortelã; portanto, devereis plantar alamedas inteiras com estas três plantas, para ter o prazer de sentir-lhes o perfume quando passeardes ou caminhardes.

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Fonte

BACON, Francis. Sobre jardins. Disponível em: . Acesso em: www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000063.pdf

Equilíbrio da biosfera

Conceito e evolução da Biosfera

Conceito

É a região do planeta que encerra os seres vivos e na qual a vida é possível de uma maneira permanente.

Entretanto, considerando-se a totalidade do globo terrestre, esta região não excede a uma fina camada de alguns poucos quilômetros, englobando parte da litosfera, parte da hidrosfera e parte da atmosfera.

Obs.: São chamadas de regiões parabiosféricas aquelas nas quais a vida não é permanente, mas sim esporádica. Ex.: regiões polares e, a partir de 1969, a lua.

A biosfera, por apresentar componentes bióticos – seres vivos – e abióticos – seres inanimados – trocando matéria e energia, pode ser considerada um enorme ecossistema. A rigor, a biosfera deve ser encarada como tal, mas, devido as suas proporções gigantescas, costuma ser dividida em ecossistemas menores, conforme a situação que ocupam em relação aos três grandes substratos de nosso planeta. Assim, a litosfera é o substrato sólido do epinociclo – biociclo do meio terrestre – e a hidrosfera o substrato líquido de dois biociclos importantes; o talassociclo – meio marinho – e o limnociclo – meio dulcícola. A atmosfera interfere diretamente no epinociclo e indiretamente, pela difusão dos gases nela existentes, no talassociclo e no limnociclo.

Evolução da Biosfera

A biosfera formou-se no curso de uma longa evolução, sendo seqüência de longos processos de adaptação entre as espécies e o meio ambiente. Como ecossistema, a biosfera é um conjunto altamente dinâmico que tende a auto-regulação, capaz de resistir, pelo menos dentro de certos limites, às modificações do meio ambiente e às bruscas variações de densidade das populações causadas por agentes naturais. Considerando-se a evolução da biosfera, podemos considerá-la como resultado da ação de dois grupos de agentes: os físicos e os biológicos.

São dois os principais agentes físicos que interferem na evolução da biosfera: a água e a luz. A água por ser condição essencial para existência da vida, a luz por ser a fonte primária de energia de todos os componentes bióticos.

É sabido que a ação dos agentes biológicos sobre a biosfera depende das condições gerais – físicas, químicas, etc. – impostas pelo meio ambiente. Assim, por seleção natural, os componentes bióticos da biosfera vão se adaptando às condições determinadas pelos agentes abióticos somadas às exigências impostas pela comunidade da qual fazem parte.

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Situação de equilíbrio atualmente alcançado pela Biosfera

A biosfera alcançou, através do tempo, um equilíbrio dinâmico que se caracteriza por uma elevada funcionalidade e uma grande estabilidade. Como resultado verifica-se um perfeito equilíbrio, tanto no n0 de indivíduos como no n0 de espécies. A manutenção desse equilíbrio de numerosos fatores dentre os quais citamos: - densidade populacional; competição intraespecífica e interespecífica; - mortalidade devido ao predatismo e outras doenças; - valor adaptativo das populações – fundo genético –; - modificações do meio ambiente; - etc.

As populações que integram as comunidades da biosfera, no início de seu desenvolvimento, possuem uma taxa de natalidade maior que a taxa de mortalidade e crescem quase em progressão geométrica. Entretanto, este crescimento retarda, quando a população, ao atingir um determinado tamanho, começa a sentir as influências dos fatores limitantes. A partir desse momento, o seu tamanho passa a oscilar, aumentando ou diminuindo, mas sempre flutuando ao redor de um valor médio. Neste caso, a população atingiu um equilíbrio que é mantido pela equivalência de suas taxas de natalidade e mortalidade. Se um dos fatores limitantes aumentar de intensidade, ele poderá tirar a população de seu equilíbrio. Supondo-se, por exemplo, que sobrevenha sobre a população uma grave doença epidêmica, tornando a taxa da mortalidade maior que a de natalidade.

Esta doença terá um caráter seletivo; no caso da população apresentar uma variabilidade genética capaz de resistir a esta pressão seletiva, a população poderá se recuperar e, depois de algum tempo, voltar ao seu equilíbrio. A sobrevivência da população será mantida, porque os indivíduos com o genótipo que confere a resistência à doença vão continuar a se reproduzir e garantir a natalidade; seus filhos herdarão a resistência e poderão, também, se reproduzir e, assim, a população se manterá.

A instabilidade ambiental apresenta desafios aos indivíduos de uma espécie, a uma comunidade ou mesmo ao ecossistema todo. Para se manterem em harmonia com um ambiente em processo de mudança – provocada por agentes bióticos ou abióticos –, os organismos não só precisam ser adaptados, mas adaptáveis. As espécies, além de possuírem variabilidade genética, apresentam também a capacidade de produzir variedades genéticas por mutação. Alguns variantes genéticos podem tornar-se menos freqüentes ou serem eliminados; outros podem tornar-se mais freqüentes e serem fixados como uma nova norma para a população de uma espécie que, por sua vez, provocará uma reação em cadeia nas comunidades das quais venha a participar, selecionando aqueles mais adaptados e conferindo ao ecossistema e a biosfera um novo equilíbrio dinâmico – climax.

Concluindo, podemos dizer que as populações naturais, através de suas múltiplas interações com outras populações e com as condições físicas do ambiente, mantêm-se estáveis e, conseqüentemente, a biosfera também.

Fonte

SCHÜÜR, Germano; SELBACH, João Carlos. Unidade II - Equilíbrio da Biosfera. Disponível em: . Acesso em: http://www.photographia.com.br/biosfe.htm